Des sous-traitants de ZARA emploient des esclaves dans l’Etat de São Paulo

Posted on août 17, 2011

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São Paulo

Image by Márcio Cabral de Moura via Flickr

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) investiga a maior varejista de vestuário do mundo, a espanhola Zara, por denúncias de utilização de mão de obra escrava, segundo o Sindicato das Costureiras de São Paulo e Osasco. A investigação da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo,acompanhada pela organização não governamental Repórter Brasil, inspecionou quatro oficinas clandestinas na capital paulista e no interior do Estado no final de junho.

« Antes disso, não tínhamos recebido nenhuma denúncia (contra a Zara) », disse a diretora do sindicato, Maria Susicléia Assis. Segundo ela, os trabalhadores vinham da Bolívia e do Peru.

O caso marca a primeira investigação de trabalho escravo envolvendo uma grife internacional em São Paulo, segundo o sindicato, acrescentando que empresas brasileiras também estão envolvidas em denúncias diárias recebidas pela entidade.

« Recebemos cerca de 10 denúncias por semana de oficinas clandestinas, a maioria de (trabalhadores) bolivianos », afirmou Maria Susicléia, que disse que as acusações envolvem grandes varejistas de vestuário com presença nacional.

Segundo o sindicato, as investigações descobriram que em uma das fornecedoras da grife ,o dono recebia R$ 7 por peça, enquanto os trabalhadores recebiam R$ 2 a R$ 3 reais por item costurado, em média. « Pegamos todas as roupas costuradas com etiquetas da Zara », afirmou a diretora do sindicato.

Dona da Zara diz que houve terceirização irregular
A Inditex, dona da Zara e de outras marcas de roupas, afirmou que o caso envolve « terceirização não autorizada » de oficinas de costura por parte de um fornecedor brasileiro da companhia.
« O fornecedor assumiu totalmente as compensações econômicas dos trabalhadores tal como estabelece a lei brasileira e o código de conduta Inditex », afirmou a companhia. O grupo disse ainda que as condições de trabalho dos terceirizados estão sendo regularizadas. « O Ministério do Trabalho e Emprego brasileiro, por sua vez, procedeu de modo a regularizar a situação dos trabalhadores. »

A Inditex confirmou que foram encontrados 16 trabalhadores não regularizados, uma ação que contraria seu código de conduta e que « o grupo Inditex repudia absolutamente ». A empresa afirmou ter exigido que o fornecedor responsável pela terceirização regularize a situação « imediatamente ». Segundo a Secretaria de Justiça e da Defesa da Cidadania de São Paulo, durante a vistoria, cerca de 20 vítimas foram entrevistadas, mas nenhuma aceitou acolhimento.

Ainda segundo a secretaria, foram identificadas pelo MTE cerca de 35 oficinas que apresentavam possibilidade de ter trabalho escravo produzindo roupas da Zara. As quatro oficinas vistoriadas « foram lacradas e houve responsabilização da Zara, que pagou indenização a todas as vítimas, a título de negociação trabalhista, acompanhada pelo Ministério do Trabalho e Emprego », de acordo com a secretaria.
Emissão da Band « Aliga ».

Une traduction en français est en cours, elle sera affichée jeudi 18/08